sábado, 5 de dezembro de 2015

O lado real da vida

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Muitas pessoas acham que só estão fadados a terem apenas essa frase "Era uma vez" em suas vidas. Tudo bem que a maioria das estórias de fantasia nos trouxe este termo, mas nós podemos fazer a nossa própria história! Crescemos ouvindo histórias de princesas, onde tudo é possível e "fácil" e sempre tem um final feliz. Ninguém quer nos contar histórias de como o mundo é ou foi. Ninguém nos conta como chegamos até aqui e como conseguimos abranger de todas as formas o mundo. Apenas contam estórias, no qual os personagens sempre terminam "felizes para sempre". Mas, por que isso? Eles omitem a verdadeira história porque não querem que pensemos, tão cedo, no verdadeiro mundo em que estamos vivendo. No entanto, deviam saber que contando estórias desse tipo estão transformando seus filhos, sobrinhos, netos em seres ingênuos e isso, hoje, pode ser algo arriscado para eles futuramente.

No capítulo anterior "Carpe diem", disse que deveríamos viver o hoje e não pensar muito no amanhã. E, sim, devíamos fazer isso mesmo porque a vida pode ser muito curta para alguns e longa para outros, mas nunca se sabe a quem pois a vida é imprevisível como nossas ações. Quando disse que ler estórias ingênuas para as crianças pode ser arriscado futuramente para eles, é porque eles não vão ter ideia do que o mundo esconde atrás das cortinas. Crianças que ouviram desde cedo estórias assim, sempre procuram o lado bom das coisas, o lado bom das pessoas. Porém, as pessoas são muito complicadas e difíceis de lidar causando, na maioria das vezes, divergências entre elas. É óbvio que não podíamos esperar encontrar nesse mundo as melhores pessoas: aquelas bondosas, solidárias, compreensivas, etc. E é exatamente por isso que uma criação dessa, cujo os pais ou parentes leem estórias previsíveis, deveria ser mais analisada.

Por mais que nossos parentes queiram que nós tenhamos uma infância recreativa e sem preocupações, seria muito melhor sabermos como a vida realmente é para que possamos com ela realizar aquilo que nos convêm. Por exemplo, como saberíamos lidar com pessoas vingativas e que querem nos derrubar? Como saberíamos que eles estão sendo vingativos? Já disse que as pessoas são seres altamente imprevisíveis. Elas podem tornar-se suas amigas, mas lá no fundo só querem ver você cair e ainda esperar para terem a certeza de que você não levantará. Hoje em dia, isso está muito frequente. Estamos morando em um planeta, cujo alvo é se tornar alguém. Seja alguém com conquistas, alguém ruim, alguém bom, alguém atlético, e blá,blá. Estamos vivenciando a era da inveja, da ambição, da competição, e tudo isso para que você ou nós sejamos alguém. Aliás, do que adianta Deus nos dar a vida se não temos algo para tornar real? Seria desperdício e nós temos essa consciência. E, outra vez, é exatamente por isso que o "Era uma vez..." não poderia mais existir!

Mais uma vez, nós estamos muito apegados ao passado utilizando o "Era uma vez..." e também o futuro, sendo que o deveríamos estar mesmo apegados seria pelo presente e utilizarmos em vez do "Era uma vez..." o "É dessa vez...". Sabe, utilizar verbos no presente aumenta um pouco sua autoestima, que está se escondendo debaixo da terra neste exato momento. Feche a porta para o passado e abra-a para o presente. Plante sementes e colha as flores! Use o "É dessa vez..." ao invés de "Era uma vez..."! Sua vida melhorará juntamente com a sua alma e novamente juntos poderá realizar tudo aquilo que desejar. E, ah, sem essas estórias você verá mais claramente o que se esconde atrás das cortinas do mundo. 

Outra coisa muito importante a ser dita: a exclusão dessas estórias é apenas para abrir os olhos das crianças com relação ao mundo e, principalmente, às pessoas. Porém, se quiser continuar lendo para seus filhos, sobrinhos ou netos, continue! Apenas instrua-os sobre as verdadeiras coisas do mundo, ou seja, o lado real da vida.

Mais uma vez muito obrigada e sejam bem-vindos sempre!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

"Carpe diem, quam minimum credula postero"

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Tradução: "Colher o dia de hoje e confie o mínimo possível no amanhã."


O que seria essa famosa expressão? Carpe diem é uma expressão em latim que significa "aproveite o dia". Esse conceito virou uma febre popular, tanto que muitas pessoas fazem uma tatuagem com essa expressão em latim. Então, por meio dessa expressão queria comentar um pouquinho sobre ela. Vamos explorá-la?

Exemplo:

"Anna Júlia nunca aproveitou muito sua vida. Achava que o mundo já estava perdido e que não tinha o que aproveitar lá fora, então, preferia ficar em casa na maioria das vezes fazendo sabe-se lá o que. No entanto, sua amiga, Natalie, não poderia deixá-la mofar em casa. Natalie era uma pessoa muito alegre e qualquer pessoa que se relacionava com ela contagiava-se com sua alegria e positividade. Ela sabia que esse mundo não mudaria para melhor, mas sabia que se não tirasse pelo menos uma única vantagem disso, ela consideraria a sua vida uma inutilidade por não viver como deveria. E era exatamente o que a Anna Júlia estava fazendo consigo mesma. Ela estava considerando sua vida uma inutilidade e não fazia, na verdade, não sentia nenhuma vontade de mudar isso. Mas, sua grande amiga estava decidida quanto a mudar essa percepção negativa da vida de Anna. Tudo que ela poderia fazer era tentar e tentar, porque a insistência é a chave para conseguir tudo na vida e ela sabia disso. 

Anna estava no sétimo sono quando ouviu a campainha de sua casa tocar. Ela bufou, aliás, que horas eram? Devia estar bem cedo porque ainda sentia sua alma pesada puxando-a para a cama. A campainha toca novamente.

- Já estou indo! - murmurou ainda com a voz rouca o mais alto que podia.

Estava chegando na porta para abri-la. "Quem seria a essa hora da manhã?", pensou. Quando escancarou a porta viu quem a acordava tão cedo. Era Natalie. 

- O que você tá fazendo aqui? Sabe que me acordou não é? - falou em um tom aborrecido.

- Já está na hora né, Anna? - olhou para seu relógio de pulso - Já são 15:32 da tarde! O que fez o dia todo? Só dormiu? Já saiu para procurar um trabalho?

- Ai, para de fazer tantas perguntas! Acabei de acordar... espera, acabou de dizer 15:32?- e bocejou enquanto entrava e abria caminho para que Natalie entrasse.

- Sim! Você precisa arrumar um emprego, Anna, como vai se sustentar? Seus pais não vão te sustentar para sempre, não.

- Droga, tinha uma entrevista ás 14:00. Sabe, odeio essas coisas! - e suspirou novamente. Essa era uma de suas reações mais repetitivas na vida inteira.

O problema de Anna era que ela não tinha algo pelo qual se apegar nem um motivo para continuar vivendo. Ela não sabia o que queria nem sabia o que, na vida, valeria a pena lutar. Seria algo que gostasse? Um amor? Ela não sabia. 

- Ok. Já que você não se responsabiliza, vou tomar a iniciativa e fazê-la viver de verdade! E, sem fazer essa cara de coitada. Já cansei de ver você se esgotando por nada. Cansei de ver você dormindo o dia todo e não aproveitando absolutamente nada!

- E o que pretende fazer? Já sabe que, para mim, a vida é inútil!

- É inútil porque você não a transforma em algo útil. Ela está aí, você só tem que guiá-la para qualquer coisa que não a deixe inútil, oras.

- Mas, eu não sei como fazer isso, Nat... - ela realmente estava decepcionada consigo mesma. E essa decepção transformou-se em esperança para Natalie, porque Anna poderia estar pensando na possibilidade de mudar esse seu hábito.

- E é exatamente por isso que estou aqui, sua boba! Sou sua amiga e quero vê-la feliz, triste, arrependida, mas isso tudo só acontece quando vivemos. Vamos lá para casa e vamos dar um tempo desse... - olhou ao redor - lugar. Vamos construir uma nova Anna Júlia! - e sorriu abertamente. Ela podia fazer isso, não é? Ela era capaz e faria isso por qualquer pessoa que precisasse de um empurrãozinho. 

- Tá bom, Nat! E obrigada por isso. Nem sei o que seria de mim sem você comigo.

- Bem, tinha pensado que seria muito mais difícil te convencer, mas estou feliz do mesmo jeito. Sempre vou estar com você e sabe disso. Basta querer ser ajudada.

Naquele dia, elas foram para a casa de Natalie. Foram ao shopping, riram como hienas, mas não ligavam porque finalmente elas estavam juntas depois de anos de distância. Foram ao cinema e lá mesmo na fila do cinema conheceram dois rapazes considerados bonitos aos seus olhos. Eles conversaram, riram ainda mais e pode-se dizer que esse era o começo de uma nova vida para Anna. Depois de alguns meses Anna começou a namorar Marcos, aquele rapaz que conheceu no cinema. Descobriu que queria fazer cinema e correu atrás dos seus sonhos porque nunca era tarde demais para realizar seus desejos e sonhos. Juntas, aproveitaram muito mais que sozinhas. No fim, foram convidadas para aceitar o "Carper diem" em suas vidas. Aproveitaram o tempo presente usufruindo os momentos intensamente sem pensar muito no que o futuro reservava para cada um deles."

Bem, queria dizer que há muitas pessoas com o pensamento parecido com o de Anna espalhadas pelo mundo. Muitos deles pensam que não adianta viver nesse mundo em que as pessoas não são respeitadas como deveria. Onde tem desigualdades, no geral. Mas, mesmo que você não queira viver neste planeta, há pessoas que aproveitam como querem. Guiam suas vidas para um destino incerto, onde o único objetivo é aproveitar, ao máximo, o presente sem se preocupar muito com o futuro. Ninguém sabe o que acontecerá amanhã, então, apenas faça hoje o que deveria ter feito amanhã. É assim que se vive. Faça sua vida valer a pena do seu jeito que tudo dará certo. Entretanto, não limita-se às coisas. Todos somos capazes de realizar aquilo que desejamos, basta nunca desistir e saber que a chave para uma vida vantajosa é a insistência. Sem ela, não seríamos nada e nem o mundo seria o mundo sem a gente. PORTANTO, CARPE DIEM! ^^

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Existe ou não existe destino programado?

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Queria falar um pouquinho sobre destino programado e, como sempre, vou viajar aqui nas minhas reflexões (haha), vamos explorar o mar um pouquinho?


Sempre acreditei em destino, mas, na verdade, não sabia o porquê. Destino é interpretado como coincidências, mas, será que existe mesmo coincidências na vida?

Um exemplo: "Melissa vai para uma balada e lá, encontra um conhecido seu que não via há alguns anos." É ou não coincidência/destino? Antigamente, acreditava que todos éramos predestinados a algo ou alguém. Mas, depois de refletir um pouco, tinha alguma voz da certeza chamando-me para a incerteza do que acreditava. Nada era impossível e tudo, isso mesmo, tudo podia acontecer. Melissa poderia ter postado em alguma rede social que iria naquele local e como um bom observador e stalker, Felipe, poderia ter visto essa publicação e decidira ir para o mesmo lugar que ela. OU, poderia ser o contrário. Felipe poderia ter ouvido de um amigo ou amiga que Melissa ia estar naquele tal local, naquela tal hora e naquele tal dia. OU, o contrário. Na medida que nada é impossível e a impossibilidade fortalece ainda mais sua vontade, a coincidência/destino, mesmo sendo "forçada" de um jeito direto ou indireto já não é mais considerado destino ou uma coincidência. É considerado um destino programado, porque, na realidade, estamos fazendo de tudo para que aquilo que desejamos seja real.

Outro exemplo: "Tiago termina com Judite pelo celular. E no dia seguinte sai com outra garota." Ele realmente achava que Judite não descobriria isso? Ele terminou com ela pelo CELULAR! O que Judite faria? Obviamente iria tirar satisfação e saber por que ele terminou com ela. "Quais eram os motivos que o fez terminar comigo?", pensaria ela.

"PARA TODA AÇÃO EXISTE UMA REAÇÃO"

Nada na vida é por acaso. Nada é inesperado. E quando Tiago viu Judite plantada na porta da sua casa esperando por uma resposta cabível... foi nesse instante que ele percebeu isso e ela também quando viu uma outra mulher perambulando pela casa dele. Mas, por que ela também se não foi ela que terminou com ele? Porque para terminar um namoro deve-se ter motivos para isso. Há muitas possibilidades! Judite poderia ter traído Tiago; Judite poderia ter feito algo que Tiago não gostou; Tiago poderia estar de saco cheio dos ataques de ciúmes que ela dava e por aí vai.

O que to querendo dizer é que se você pratica uma ação, mesmo que não espere por uma reação, a reação vai aparecer!

Portanto, a resposta para essa indagação mencionada no título é verdadeira. Existe, sim, um destino programado. Existe porque tudo que fizer refletirá lá na frente e, mesmo que seu destino mude de caminho, ele estará programado para qualquer uma de suas ações.